Notas Avulsas

terça-feira, dezembro 19, 2006

Bárbaro Barbera

Já fui gato, rato, resto de esparadrapo
neto inquieto da Vovó
que me levava nas matinês do Metro Copacabana
ou até no Ricamar.


E depois, todo o espancamento, castigo, minha fuga
Meu suposto amadurecimento
e o reconhecimento tardio que o Zé Barbera
era tão nobre como qualquer Barbera di Asti ou di Alba

de nobre casta vegetal ou melhor
nos meus dias sábios de hoje,
de nulo valor
retroativo.

** **

Mas nunca fui nada disso:
Minhas cinzas não enterro com ninguém,
recusa humilde e não esnobe,

Pois não quero que ninguém me enterre
entre as complicações do último 16 mm
do último Tom & Jerry.

4 Comments:

  • Então venha comigo...como uma Fênix ressurgir das cinzas em que se enterra.
    Te concedo a vida e toda a dor e alegria que nela estão contidas.
    Beijo

    By Anonymous Anônimo, at 19/12/06 13:29  

  • hmmm. quem seria esse/a anônimo/a?

    By Blogger cjb, at 19/12/06 21:41  

  • Você sabe muito bem quem sou eu.
    As tags estão aí para ajudá-lo nessa "árdua" tarefa de identificação remota.

    By Anonymous Anônimo, at 20/12/06 05:46  

  • Humm, tem fã novo no pedaço, ou melhor parece ser uma fã!Infelizmente, O Barbera se foi, mas agora deve estar com seu eterno parceiro o Hanna fazendo cartoons para ilustrar nossa situação aqui embaixo...Beijos!

    By Blogger Larissa Silva, at 20/12/06 12:44  

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