Notas Avulsas

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Terence Edward Parsons

Vulgo Matt Munro.

Nascido em 1 de dezembro de 1930.

Foi o vozeirão londrino que dava alma e cor a tudo que falava de amor.

Em 1969, ao rodarem a trilha de "The Italian Job," ele fora convidado com ressalvas. (Se Tom Jones, aquele galês histérico, não topasse, a parada ia logo pro Matt Munro.)

E eis que Matt Munro entra no estúdio em Swiss Cottage e detona a letra da música do Quincy Jones -- On Days Like These -- lavrada sob comissão dos produtores, e cantarola alguma coisa e, ao chegar no côro, solta o pulmão e a alma no ponto máximo da canção:

"Its on days like these that I remember
"Singing songs and drinking wine
"While your eyes played games with mine"

E o resto é o resto.

Dia desses faço um clipe legal.

Por ora vale só por isso.

4 Comments:

  • Que bom que reabriu.

    doraria de mandar um cartão de natal.
    me passaria seu endereço?

    By Blogger Iara Alencar, at 13/12/06 06:26  

  • Blue games???

    By Anonymous Anônimo, at 13/12/06 13:37  

  • Blue Games???

    Blue Orchid, sim.

    E, para os incautos, a canção de abertura de "From Russia with Love" (o terceiro 007?) e o tema de "Born Free," aquele do leão.

    Quanto a Tom Jones... melhor reservar o comentário pra outra ocasião. Por ora digo apenas que é (ou era) um dos maiores e melhores do estilo vozeirão, com o volume sempre no 11.

    "Just sing the shit out of it," foi o conselho de John Barry ao TJ ao gravar o tema de abertura de Thunderball (OO7 número 2). E o TJ levou ao pé da letra.

    MM, pelo que venho ouvindo, era um tanto menos grave, usava com melhor sutileza seu dynamic range (do sussurro ao brado de guerra em mínima fração de segundo) e ainda tinha o toque certo ao cortar e sincopar a vocalizacão de qualquer frase musical com desenvoltura que daria inveja até ao Sinatra, seu ídolo.

    By Blogger cjb, at 13/12/06 22:11  

  • Para voce balla:

    entidos


    Tenho o Maracanã aos meus pés
    e onze andares soterrados
    pelos passos desleixados que entrego,
    devagar.
    À minha direita: montanhas.
    Minha geografia me falha e humilha
    mas a minha poesia diz que basta saber que são montanhas
    e que encerram o meu dia.
    Prédios navalham meu quadro
    e as pessoas que os habitam desfalecem nos seus sofás.
    Até venta por aqui.

    Lá fora o clima está ameno,
    não houve engarrafamento,
    o ônibus nem demorou.
    Tenho conversado com pessoas alheias
    e trocado palavras com desconhecidos.

    Às vezes, como hoje, sinto vontede de acolhe-los.

    Qualquer um diria agora que eu mato tempo,
    que espero as sete horas da noite
    e que contarei seus trinta minutos iniciais arrastados.
    Qualquer um pode dizer o que quiser.
    Qualquer, um fechado às circunstâncias do que sinto,
    do poema,
    da palavra talhada,
    vai dizer o que quiser daquilo que não compreende.




    Ouço os passos circulares dos pneus fluidos.
    Também o trânsito está sob os meus pés.
    Ainda à minha direita, observo:
    há nuvens cinza-claro que pairam sobre o tapete verde,
    e há torres pequeninas, humanas,
    torres de energia elétrica,
    que insistem em ornamentar a vista.

    Penso:
    eu devia estar trancada entre paredes,
    consumindo os livros,
    isso sim.


    Sinto agora vontade de levantar e sair.
    Pois já fiz o que devia,
    sinto sono,
    e eis pronta a poesia.

    (Bruna Maria)

    By Blogger Iara Alencar, at 14/12/06 06:35  

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