Notas Avulsas

quarta-feira, abril 25, 2007

Helga Diekhoff (1940 - 2007)

Sobreviveu à guerra lá naquele nortinho da Alemanhã, a pontinha de Schleswig-Holstein.

Helga nasceu em Kiel em 1940. Beirando aos 20, foi pra Espanha. Trocou as certezas contundentes, entediantes da Alemanha Dividida Ocidental do Democrata Cristão de Konrad Adenauer pelas agruras de um partido ilegal na Espanha de Francisco Franco.

Nunca deixou a Espanha, Nem ao PSOE. Fez dos dois o trabalho de vida.

Helga Diekoff de Soto morreu no sábado.

Conheci ela em outro sábado, quando ela pousava de passeios com outros amigos, nesta outra cidade tão federal.

Era final de tarde e a bem dizer não era nem sábado. Terça, quarta, quinta...

Só sei que ela estava lá, sentada no barcelona na sala do Norman, no momento quando entrei pela porta e ela, sem nunca ter me conhecido, mandou apenas um olhar nos olhos meus, como se ela soubesse de antemão que aquilo pra mim já bastaria.

Mundinho moderno

Ia tentar escrever um texto rápido sobre o breve apagão que houve aqui no quarteirão ao voltar do trabalho, minha visita ao supermercado do outro lado da rua (onde não faltava luz), e a passagem pela porta do Galaxy Hut (o melhor pub do mundo) que, àquela altura, devido à falta de luz andava escancarada para a rua. (Exato: pub tem porta).

Enquanto esperava no caixa do Whole Foods com a cesta de compras (cebolinha, pão, nacos de carne de segunda, vinho, et cetera) pensava em como era bom o apagão do outro lado da rua, lado onde eu moro. Assim poderia chegar no Galaxy Hut (o melhor pub do mundo) e falar pro Bill -- o cara que pilota os barris no meio da semana -- que agora, como não tem luz nem porra nenhuma, a tarefa é mesmo beber.

Eis que saio do supermercado e reparo que tudo voltou ao que era antes. O sinal na esquina voltou a funcionar. As lojas todas de novo iluminadas.

Pauso assim mesmo no GH no caminho de volta pra casa. Deposito a sacola de compras na cadeira mais conveniente. Pedir nem preciso: Bill já sabe que vai ser uma boa Bittburger, gelada do barril.

E eu:

--A luz voltou. Que merda. Ia ficar aqui bebendo até que ela voltasse, já que lá em casa não ia dar pra fazer porra nenhuma.

E ele:

--Pois é, cara. Agora só dá pra tomar uma.

segunda-feira, abril 23, 2007

ai dos dragões

hoje é dia dele



é o vídeo da semana. talvez do mês. certamente do ano?

Operation Hurricane Embromation

Deu agora n'O Grobo:

BRASÍLIA - Foi solto nesta madrugada em Brasília o juiz Ernesto Dória, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas, o último magistrado preso na Operação Furacão que ainda permanecia detido. Ele conseguiu um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça.

O juiz Ernesto Doria tinha sido preso em flagrante por porte ilegal de arma e por isso era o único magistrado acusado pela Operação Furacão que continuava detido. Dória deixou a carceragem da Polícia Federal em Brasília às 2h da manhã. O advogado de Dória, Leonardo Marinho, entrou com um pedido de liberdade provisória no Superior Tribunal de Justiça no domingo à tarde. O alvará de soltura foi concedido no início da noite pelo vice-presidente do tribunal, Franciso Pessanha Martins.

Segundo a polícia, Ernesto Dória recebia uma mesada da organização em troca de liminares favoráveis a donos de bingos e caça-níqueis e foi denunciado por corrupção ao Supremo Tribunal Federal junto a outros dois juízes, a um procurador e ao ministro Paulo Medina do Superior Tribunal de Justiça.